quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

http://www.youtube.com/watch?v=FisaVM93bdg&feature=related

Progressivos sons de Baby Rose Mary

Estrondosamente, estrondos corriam pelos corredores azuis de seus olhos nus, diante de tal ruído vibrante em seu sangue quente, logo destorciam-se imagens diante de seus olhos ondulando-as em seus sentidos e sonhos febris, carregando estralas assombradas em seu colo, corria diante de um sol que lhe queimava a infância nua e sabiamente viva, logo viam-se apodrecer suas mão pequenas e infantis em germes sobre calos quentes , vertiginosamente corria dentro de um espelho maligno qual assombrava seu coração, fazendo-lhe às horas mendigar, hora perdão, hora piedades.

Texto: Marcelo Felipeti Junior

miolos frios e crus

Desejo, manejo de idéias ideais, nanosuicídas tais desculpas ocultas, sem culpa por bem dizer-se, em não deter-se em ganâncias da carne viva pulsante de sangue quente ardente, saciar –se com mais sangue e mais carne e mais e mais nada mais ódio, tardio tal qual humanização não humanizada. Figuras meramente insatisfeitas, facilmente definíveis, incrivelmente falíveis, malditosamente insensíveis, rotineiramente mente fatigada embora cheia de nada cheia, cheia de tufos e frufus miolos frios e crus, atarantados e seus calos e seus fados e seus carros e seus mundos e seus nadas , vertiginosamente contagiosos virtigiosamente vertigiosos de valores bestamente invertidos sem algum sentido, sem alguma motivo, apenas o motivo de altopunir-se e rir-se de si propriamente dito bendito seja a glória do senhor meu pastor e estuprador muito bom ator esse salvador.Banidos Individualismos personificados caracteristicamente, pessoal, individual, anormal , nada igual, bastante surrealmente único, NÃO! Absurdo, certamente o certo é qual sabe bem, tudo igual, normal, azul e branco, passo a passo, lado a lado, sabes bem ser igual é popular é, sem igual e sempre “real” aos olhos dos tals, mas não se engane gente banal, valores sem ideal, pois na pratica nada é igual, que o gato come cão e, cão come peixe e, gente come lixo, e se visualmente queres ser igual por ser normal por ser socialmente aceito sem defeito sem preconceito, lembre-se meu caro sujeito , que a beleza do mundo és as diferenças que diferentes encantam diversas gentes, lembre-se meu caro sujeito que dentro de seu enquadramento social o que tu come não é igual e seus direitos quanto menos de mais proveito para outros maiores sujeitos que lhes sujeitam a tal humilhação de banir-se de sí próprio, ser e um pequeno verme seu pequeno nada.

Texto: Marcelo Felipeti Junior

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

3x4


Illustration: Marcelo Felipeti Junior
Encre et aquarelle

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Charles Aznavour


La Bohème

Je vous parle d'un temps
Que les moins de vingt ans
Ne peuvent pas connaître
Montmartre en ce temps-là
Accrochait ses lilas
Jusque sous nos fenêtres
Et si l'humble garni
Qui nous servait de nid
Ne payait pas de mine
C'est là qu'on s'est connu
Moi qui criait famine
Et toi qui posais nue

La bohème, la bohème
Ça voulait dire on est heureux
La bohème, la bohème
Nous ne mangions qu'un jour sur deux

Dans les cafés voisins
Nous étions quelques-uns
Qui attendions la gloire
Et bien que miséreux
Avec le ventre creux
Nous ne cessions d'y croire
Et quand quelque bistro
Contre un bon repas chaud
Nous prenait une toile
Nous récitions des vers
Groupés autour du poêle
En oubliant l'hiver

La bohème, la bohème
Ça voulait dire tu es jolie
La bohème, la bohème
Et nous avions tous du génie

Souvent il m'arrivait
Devant mon chevalet
De passer des nuits blanches
Retouchant le dessin
De la ligne d'un sein
Du galbe d'une hanche
Et ce n'est qu'au matin
Qu'on s'assayait enfin
Devant un café-crème
Epuisés mais ravis
Fallait-il que l'on s'aime
Et qu'on aime la vie

La bohème, la bohème
Ça voulait dire on a vingt ans
La bohème, la bohème
Et nous vivions de l'air du temps

Quand au hasard des jours
Je m'en vais faire un tour
A mon ancienne adresse
Je ne reconnais plus
Ni les murs, ni les rues
Qui ont vu ma jeunesse
En haut d'un escalier
Je cherche l'atelier
Dont plus rien ne subsiste
Dans son nouveau décor
Montmartre semble triste
Et les lilas sont morts

La bohème, la bohème
On était jeunes, on était fous
La bohème, la bohème
Ça ne veut plus rien dire du tout


La Bohème

Eu lhes falo de um tempo
Que os menores de vinte anos
Não podem saber
Montmartre naquele tempo
Colocava seus lilás
Até sob nossas janelas
E se o humilde quarto mobiliado
Que nos serviu de ninho
Não tinha um boa cara
Foi lá que a gente se conheceu
Eu que chorava miséria
E você que posava nua

A boêmia, a boêmia,
Isso queria dizer: a gente é feliz
A boêmia, a boêmia,
Nós só comíamos um dia em dois

Nos cafés vizinhos
Nós éramos alguns
Que esperávamos a glória
E apesar da miséria
Com o estômago oco
Nós não deixamos de crer na glória
E quando, em alguma taverna
Com uma boa comida quente
Nós pegávamos uma tela
Nós recitávamos versos
Juntos ao redor do aquecedor
Esquecendo do inverno

A boêmia, a boêmia
Isso queria dizer: você é bonita
A boêmia, a boêmia
E nós tínhamos idéas geniais

Freqüentemente me acontecia
Diante do meu cavalete
Passar noites brancas
Retocando o desenho
Da linha de um seio
Da curva de um quadril
E isto só pela manhã
A gente se sentava finalmente
Antes de um café com creme
Esgotados mas deliciados
Era preciso que a gente se amasse
E que amasse a vida

A boêmia, a boêmia
Isso queria dizer: a gente tem vinte anos
A boêmia, a boêmia
E nós vivíamos do ar do tempo

Qualquer dia desses
Eu farei um passeio
Ao meu antigo endereço
Eu não o reconheço mais
Nem as paredes, nem as ruas
Que viram minha juventude
E do alto de um escadaria
Eu procuro o atelier
Que não existe mais
Em sua nova decoração
Montmartre parece triste
E os lilás morreram

A boêmia, a bêemia
A gente era jovem, a gente era louco
A boêmia, a boêmia
Isso não quer dizer absolutamente nada