quarta-feira, 11 de abril de 2012

Por ser um deserto que traz ao vento cada grão de teu nada, nada prova teus olhos de repouso sobre estes meus gritos foscos da destorcida incoerência, e se danças e danças esvoaçantes delírios fenomenológicos sobre teus feitos que desfeitos em pó o tempo roeu, quem sou eu , quem sou eu. Tragam os transes as flores os cantos os sabores, sejam eternos feitos do vinho e sangrem na terra a seiva dos sátiros faunos em furor, faça nascer essa nova raça. O breu lhe espera a densa esfera de teus olhos em terra desfeita a fera humana sobre sua natureza negada, diga fada diga nada enigmatizada magnetizada, apenas cante , cante que o sopro do louco sabe que o vento fala e o arrepio afirma, mas tanta gente pra nada, da linha do horizonte existe muito entre linhas mas da tua bocas nada....Espelhos de tua intrasparencia abram os olhos para esta dormência, veja o que se diz não inverta o que se racionaliza brincando com o que se interioriza nos nervos, monstros dos braços mil, das caras atoa , teu medo é teu não se assuste atoa, é verdade que teus espinhos ferem, mas também te atordoa.

sábado, 31 de março de 2012


ilustrcion Marcelo Felipeti jr

sexta-feira, 30 de março de 2012

Congênito vernáculo, gênero tal, de formas tais, de casta tal, de rumo tal, e as bagagens pesadas são amarradas em teu calcanhar, corra ou o trem lhe esmaga. O neomorfismo se faz de frustrações, e as vestes de pavor são grosseiras, não mais que os valores impostos, citar-los tornou-se piada, quem quer engolir excrementos de olhos abertos?. Ninguém que não se faça valer apena vale mais apena, quando se está estragado de nada vale intoxicar-se por tal fruto, eu não sei dizer nada por dizer, então me calo, e de teus vocabulários publicitários de autopromoção só herdei o sorriso de paisagem só por educação. Tua fragilidade não está velada, posso ver transbordar de teus gestos teus medos, e teu ego dança como bobo da corte para espantar as tuas assombrações. A melancolia se instalou uma infestação geral de alto iludidos, desejos inconsumados e uma onda de desesperança naufragou o que restaria de nossa paz ensaiada.Uma manada de pessoas impotentes tentam desesperadamente gozar de pau mole sem tirar as calças. O que restara de teus movimentos está acorrentado por um orgulho afetado, sentir-se naturalmente à vontade tornou-se artigo de luxo, e rebuscar detalhes que quebrem a rotina é uma rotina desesperada.Tentar derrubar as muralhas é uma tarefa perigosa quando todos estão no mesmo estupor afetivo,toneladas podem desmoronar sobre si, e atrás disso provavelmente encontrará um deserto sombrio. Mais um cigarro para preencher um espaço vazio, mais um gole para desencadear alguma loucura podada, tuas idéias não correspondem ao teus atos, não correspondem aos fatos. Falar em liberdade também se tornou vulgar, como se fosse uma religião falida, um Deus que nos abandonou, um romance fora de moda.


sábado, 4 de fevereiro de 2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Se o amor um dia foi livre, hoje , o homem o prendeu em quatro paredes, este animal selvagem falido como bichinho de estimação. Em quatro paredes, perdeu tua cor, suas asas caíram, o amor surto.

Se o amor um dia for livre, tudo terá sua cor, não existira peso sobre este leve amor, Mas em quanto isso, o amor esmaga, estraga, não pode ser amor.

31/01/1012

Marcelo Felipeti J.